Como se joga Mímica
- Só quem representa vê a palavra.
- Não se pode usar voz, sons, letras nem escrever no ar.
- Os outros jogadores dizem em voz alta todas as tentativas.
- Cada palavra acertada vale um ponto e passar não tem penalização.
Um jogador vê a palavra e tem de a representar só com o corpo, os gestos e a expressão. Todos os outros podem gritar as suas tentativas.
Mímica, aqui, não é a mímica clássica dos serões em que se representa uma única palavra com toda a calma: cada turno é contra o relógio e quem faz a mímica tenta pôr os outros a adivinhar o maior número possível de cartões antes de o tempo acabar. É este ritmo que o distingue do jogo tradicional.
Sem equipas, os pontos vão para quem faz a mímica, e todos fazem mímica à vez. No modo em equipas, quem faz a mímica roda dentro da equipa e os pontos vão para a equipa. A partida termina por turnos (cada pessoa faz mímica o mesmo número de vezes) ou por pontos: neste caso, quando alguém atinge o objetivo, a app completa a volta em curso antes de proclamar o vencedor.
São precisas pelo menos três pessoas, um telemóvel e algum espaço livre à frente de quem faz a mímica: nada de mesinhas pelo meio nem de copos ao alcance do braço. No ecrã do grupo escrevem-se os nomes e escolhe-se:
Um conselho prático: decidam antes de começar se valem os gestos «convencionais», como indicar o número de palavras com os dedos ou puxar a orelha para «soa como». A app não os proíbe, mas é melhor todos jogarem com a mesma regra.
Sara, Bruno, Vera, Nuno e a pequena Matilde jogam sem equipas, 60 segundos por turno, baralho «Misturado». É a vez da Sara.
O resumo diz 3 acertados e 1 passado: a Sara ganha 3 pontos. A lista das palavras lança logo a discussão sobre como se faz a mímica de um sinaleiro, e depois o telemóvel passa para o Bruno.
Com um só telemóvel, quem o segura é quem faz a mímica, virado para si, e é essa pessoa que regista cada cartão: é a única que vê o ecrã. O telemóvel muda de mãos a cada turno; o turno termina sempre quando o tempo acaba.
Numa sala, quem a cria é o anfitrião e os outros entram com um código ou um QR. O cartão só chega ao telemóvel de quem faz a mímica, com os botões «Correto» e «Passar»; os outros veem no seu ecrã o cronómetro, quem está a fazer a mímica e quantos cartões foram acertados ou passados. Muda pouco na forma de jogar, mas ninguém tem de entregar o telemóvel a ninguém.
Mímica é dos jogos mais fáceis de propor a um grupo misto: para adivinhar não é preciso ler bem nem conhecer palavras difíceis, e para fazer a mímica basta que um adulto segrede a palavra a quem ainda não lê. Com crianças a partir dos 4–5 anos funciona bem a dupla «criança que faz a mímica e adulto que lê», com turnos de 90 ou 120 segundos; pode jogar-se em equipas misturando idades diferentes, para ninguém ficar para trás. Um vocabulário personalizado com animais e ações do dia a dia torna as primeiras partidas mais simples.
O número ideal vai de quatro a dez pessoas: com três joga-se, mas com mais vozes as respostas chegam mais depressa; acima de dez já custa perceber quem acertou, e convém passar às equipas. É perfeito para festas de anos, jantares de família, a noite de Natal ou serões em que o grupo tem vontade de se mexer. Se procuram mais ideias, vejam o guia de jogos sem material; para quem prefere desenhar em vez de fazer mímica, há o Adivinhe o desenho.
São precisas pelo menos três pessoas: uma faz a mímica e pelo menos duas adivinham. Para jogar em equipas, cada equipa precisa de pelo menos dois jogadores.
Não. «Passar» não tira pontos; o único custo é o tempo, porque o cronómetro continua a correr enquanto chega o cartão seguinte.
Não: quem faz a mímica tem de ficar em silêncio, sem voz, sem sons e sem mexer os lábios. Bater palmas ou com os pés para chamar a atenção é uma zona cinzenta: decidam vocês antes de começar.
Não. Sem equipas, os pontos vão para quem faz a mímica, por cada cartão acertado no seu turno; em equipas, vão para a equipa de quem faz a mímica. Para ganhar, o que conta é saber fazer-se entender.
Quem faz a mímica tem de estar à vista de todos: normalmente joga-se na mesma divisão, mas com uma videochamada em que se veja bem quem representa também funciona à distância. As sugestões estão no guia sobre jogos por videochamada.