Como se joga O espião
- Todos recebem a palavra secreta, exceto o espião.
- O espião vê a categoria e tenta reconstruir a resposta.
- Os jogadores fazem perguntas diretas em cadeia.
- Qualquer pessoa pode acusar; o espião pode revelar-se e tentar a palavra.
O grupo partilha uma palavra secreta, enquanto o espião conhece apenas a categoria. As perguntas têm de provar que sabes sem revelar demasiado a quem está a ouvir.
O espião joga-se com 3 a 12 pessoas. As perguntas fazem-se em voz alta; basta um telemóvel, que depois da distribuição dos papéis fica no centro da mesa como relógio e painel de comandos, ou então um telemóvel por pessoa numa sala. Antes de começar, escolham:
O telemóvel passa de mão em mão e cada um mantém o dedo no ecrã para ver o seu papel. Todos os civis recebem a mesma palavra secreta; o espião vê apenas a categoria, por exemplo «Lugares». Com o pacote Misturado, a categoria indica na mesma o tipo de palavra sorteada.
Quando todos viram o papel, a app indica quem faz a primeira pergunta e o cronómetro arranca. A partir daí avança-se em cadeia: quem pergunta dirige-se a uma única pessoa, essa responde e depois é a vez dela interrogar quem quiser. A partida pode acabar de três maneiras:
Joga um grupo de cinco: Sofia, Diogo, Carolina, Hugo e a tia Graça. Pacote Lugares, 5 minutos. A palavra é Estação; o espião é o Diogo, que só lê «Lugares».
A lição para os civis: «beira» e «avisos» eram pormenores verdadeiros, mas postos lado a lado desenharam a resposta. Mais vale alternar perguntas precisas com perguntas mais abertas.
Numa sala, quem a cria é o anfitrião: os outros entram com o código ou o QR e só ele escolhe a duração e o pacote (Lugares, Trabalhos ou Cidades). As perguntas continuam a ser feitas em voz alta; o resto passa pelos telemóveis:
As melhores perguntas são aquelas a que um civil responde em meio segundo e o espião tem de inventar: «O que costumas comprar lá?», «Vais mais no verão ou no inverno?», «Quem é que lá trabalha?». Evitem as que descrevem a palavra («Há lá uma linha de comboio?»): ajudam mais o espião do que a vocês.
Se fores o espião, responde com segurança e mantém-te no vago: «Depende de com quem vou» serve para mil lugares. Ouve as respostas dos outros, que são as tuas pistas. E escolhe bem o momento de te revelares: cedo demais é tentar a sorte, tarde demais arriscas uma acusação.
É um jogo de reflexos rápidos e de muita lata: agrada a miúdos, adolescentes e adultos que gostam de conversar e de perguntas à queima-roupa. O grupo ideal vai de 5 a 8 pessoas; com 3 ou 4, o espião tem pouco onde se esconder, e acima de 10 a cadeia de perguntas fica longa e convém escolher 8 minutos.
Funciona bem ao jantar, numa viagem ou para abrir uma noite de jogos. Se preferirem um ritmo mais calmo, com pistas à vez e uma única votação no fim, experimentem o Impostor; para escolher entre os dois, há o guia das diferenças.
Com um só telemóvel, não: vê apenas a categoria. Numa sala recebe uma grelha de palavras do pacote (até 20, incluindo a certa), mas só depois de se revelar, por isso não a pode usar durante a discussão.
Quando o cronómetro chega ao fim, começa a votação final sobre quem é o espião. Com um só telemóvel, o grupo escolhe um nome em conjunto; numa sala, cada um vota no seu aparelho e, em caso de empate, ganha o espião.
Sim. Uma acusação rejeitada faz recomeçar a discussão com o tempo que restava. Numa sala, porém, a mesma pessoa não pode voltar a acusar o mesmo jogador na mesma partida, e para condenar é preciso reunir a maioria dos votantes e pelo menos dois votos de culpado.
Sim. Enquanto se decide uma acusação ou o espião tenta a palavra, o tempo fica parado, e retoma onde tinha ficado se a partida continuar.
Sim, com um vocabulário personalizado, tanto com um só telemóvel como numa sala. O espião verá como categoria o nome da lista: escolham um que oriente sem revelar demasiado, como «Sítios do nosso bairro».
Aqui não há turnos fixos: as perguntas seguem em cadeia contra o relógio e pode acusar-se a qualquer momento. No Impostor cada um dá uma pista à vez e vota-se uma única vez, no fim.